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Defesa pede redução de pena de 105 dias para viúva condenada no “Crime da Berrini” por estudos

A defesa de Eliana Freitas Areco Barreto, condenada no caso conhecido como “Crime da Berrini”, protocolou um pedido à Justiça para reduzir sua pena em aproximadamente 105 dias com base nos estudos realizados durante o cumprimento da pena. Ela está presa na Penitenciária “Santa Maria Eufrásia Pelletier”, em Tremembé (SP), no regime semiaberto.

No pedido apresentado ao juiz, os advogados argumentam que Eliana possui autorização judicial para estudar fora da unidade prisional e que já concluiu com aproveitamento os primeiro e segundo semestres do curso de Enfermagem, além de ter participado de atividades complementares relacionadas à formação, como produção de textos, saúde coletiva, bioética e biossegurança. A legislação permite remir parte da pena — reduzindo um dia de pena para cada 12 horas de frequência escolar comprovada em cursos de nível superior — desde que as atividades sejam devidamente certificadas.

A defesa também destacou o bom comportamento carcerário da condenada como mais um fator que justificaria a concessão do benefício. Após a análise do pedido, cabe ao Poder Judiciário decidir se a remição dos 105 dias será concedida ou não.

O Crime da Berrini, que ocorreu em junho de 2015, envolveu o assassinato do empresário Luiz Eduardo, morto a tiros enquanto voltava do almoço na zona sul de São Paulo. A promotoria apontou que Eliana e seu então amante, o inspetor de segurança Marcos Fábio Zeitunsian, teriam contratado um pistoleiro para simular um assalto e matar a vítima por motivo torpe relacionado à herança e à separação do casal.

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