Mensagens extraídas do celular do tenente-coronel da Polícia Militar apontam que ele humilhava constantemente a esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça em São Paulo.
De acordo com a investigação, os diálogos revelam um relacionamento marcado por ofensas, controle e desvalorização da vítima, incluindo xingamentos como “burra” e declarações de cunho machista.
Em uma das mensagens, o oficial afirma que “lugar de mulher é em casa, cuidando do marido”, o que, segundo a Corregedoria da PM, reforça um padrão de comportamento baseado em submissão e hierarquia dentro da relação.
Ainda segundo os investigadores, a vítima relatava nas conversas que sofria humilhações frequentes, além de atitudes consideradas abusivas por parte do marido, inclusive no ambiente de trabalho.
O tenente-coronel foi preso preventivamente e é investigado por feminicídio e fraude processual, já que a versão inicial apresentada por ele — de que a esposa teria tirado a própria vida — não se sustentou após a análise pericial.
Para a polícia, o conteúdo das mensagens reforça a hipótese de que a vítima vivia em um ambiente de violência psicológica contínua, fator considerado relevante para a apuração do crime.
O caso segue em investigação.








